Os computadores foram feitos para uma pessoa só.Nós fizemos um para muitas.

Um desktop na nuvem que muitas pessoas — e agentes de IA — podem controlar ao mesmo tempo. Veja por que o construímos e o que foi preciso.

O problema

Toda ferramenta de colaboração é uma gambiarra

“Estão vendo minha tela?” não é colaboração. É narração.

Você já viveu isso. Uma pessoa controla, quatro descrevem onde clicar. Arquivos são exportados, enviados por e-mail e importados de novo. O controle é “solicitado”.

Desenvolvedores levam a pior: ambientes que se desalinham até “na minha máquina funciona” virar um dar de ombros, bugs que só existem no CI, tardes inteiras reconstruindo um setup que funcionava na semana passada.

E não é só com engenheiros. Agentes de suporte descrevem correções que poderiam simplesmente fazer. Equipes administrativas passam uma planilha de mão em mão na chamada, como o bastão de uma corrida de revezamento.

Parecem problemas diferentes. É um só: todo computador que você já usou foi projetado para um único usuário, e tudo que foi construído em cima herda esse pressuposto.

Então quebramos o pressuposto.

Como chegamos aqui

Feito por gente cansada de esperar a vez

2020

Somos desenvolvedores. Vivemos todas as versões da dor desta página: parear por compartilhamento de tela, ambientes que se desalinham, falhas de CI que ninguém conseguia reproduzir, operações em produção feitas por cima do ombro de alguém.

Em 2020 começamos a construir a máquina em que queríamos trabalhar: um desktop Linux de verdade na nuvem, onde cada participante é um usuário de primeira classe. Sem anfitrião. Sem convidado. Sem pedir o controle. Cada um traz o próprio cursor e o próprio teclado para a mesma máquina.

Aí aconteceu algo que não planejamos: começou a aparecer gente que nunca tinha aberto um terminal. Equipes de suporte consertando as coisas com os clientes, em vez de narrar para eles. Equipes fazendo o trabalho administrativo em um desktop compartilhado. Esperar a vez, no fim das contas, era um problema de todo mundo.

Hoje, o Cyqle é um computador na nuvem em que colaboração não é um recurso que adicionamos. É o pressuposto de onde partimos.

Para pessoas

Uma máquina que a sua equipe inteira pode habitar

Um desktop Linux completo, vivo no seu navegador em segundos. Compartilhe um link e a sua equipe está dentro — cada pessoa com o próprio cursor e teclado, todos agindo ao mesmo tempo.

Todo mundo trabalha ao mesmo tempo — sem quem controla e quem só assiste
Efêmero por padrão: feche e ele some, de forma comprovável
Tire um snapshot de um desktop configurado e reutilize para sempre
Pause uma sessão e a cobrança para; retome exatamente de onde parou
Grave sessões e reproduza depois, para revisões, auditorias ou treinamento
Use o desktop completo do celular, com gestos de toque nativos

A colaboração está em todos os planos, inclusive no gratuito. Não é um extra pago. É a razão de ser do produto.

Para agentes de IA

No fim, os agentes precisavam da mesma coisa

Um agente preso numa caixa de chat só consegue falar sobre o trabalho. Dê a ele um computador e ele faz o trabalho: abre aplicativos, roda comandos, navega, gerencia arquivos.

No Cyqle, cada agente tem um desktop de verdade. Suba uma máquina limpa por execução. Configure uma vez, tire um snapshot e clone para execuções em paralelo. Coloque desktops pré-aquecidos nos seus pipelines de CI. Derrube tudo quando o trabalho terminar.

E como o desktop é multiplayer, o agente é só mais um usuário na máquina. Você vê o cursor dele se mover em tempo real. Se ele travar, você pega o seu próprio cursor e assume — mesma sessão, sem cerimônia.

Já tem equipe rodando o Factor, nosso agente próprio, desse jeito — e trazendo os próprios agentes também.

cyqle · session
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Por baixo do capô

O que tivemos que resolver para tornar isso real

Nada disso existe pronto na prateleira. Em cada camada havia um atalho disponível — e pegá-lo teria quebrado a promessa.

Entrada

O atalho de sempre: Cursores sobrepostos num stream de vídeo

O que construímos: Dispositivos de entrada reais para cada participante, injetados no nível do sistema operacional

Transporte

O atalho de sempre: Um servidor de relay no meio de cada sessão

O que construímos: Streaming de sessão peer-to-peer — nenhum servidor no caminho dos seus dados

Apagamento

O atalho de sempre: Um botão de excluir e uma promessa

O que construímos: Cada sessão criptografada com a própria chave, destruída ao fechar — apagamento criptográfico

Isolamento

O atalho de sempre: Um isolamento que a própria sessão se impõe

O que construímos: Isolamento hermético em volta de cada desktop, imposto fora do alcance da sessão

Boot

O atalho de sempre: Uma máquina fria e um script de setup para esperar

O que construímos: Desktops totalmente configurados subindo em segundos a partir de snapshots pré-aquecidos

Total

Anos de infraestrutura para que a experiência continue sendo um clique.

No que acreditamos

A sessão é sua. De forma comprovável.

Efêmero por padrão. Quando uma sessão fecha, a chave é destruída e os dados se tornam irrecuperáveis — para atacantes e para nós.
Conhecimento zero, no sentido literal: não conseguimos ver dentro da sua sessão.
Persistência é uma escolha sua, criptografada de ponta a ponta. Nunca um padrão que ligamos em silêncio.
Todos os usuários são iguais na máquina — humano ou agente, plano gratuito ou pago.

criptografada · em execução

Para onde vamos

Multiplayer não deveria ser um recurso

Todos os desktops dos últimos quarenta anos presumiram um único usuário. Achamos que os próximos presumem muitos — máquinas que pessoas e agentes compartilham, invocam e descartam com a facilidade de uma aba do navegador. Estamos construindo nessa direção:

Iniciar uma sessão do seu editor ou direto de um pull request
Políticas de organização e perfis de máquina, de runners mínimos a estações com GPU
Sessões sem credenciais, ligadas ao seu provedor de identidade — nada de longa duração para vazar
Desktops que sobrevivem a qualquer servidor, com as suas janelas exatamente onde você as deixou

Veja com os próprios olhos

Um desktop em segundos. Convide um colega, ou mande um agente. Plano gratuito. Sem cartão de crédito.